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No dia 1º de junho de 1996, a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), o Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa e a Loja Maçônica Província de São Pedro lançaram O Manifesto à Nação, propondo o 1º de junho, dia do lançamento do Correio Braziliense (1808), em Londres, como legítima data comemorativa do Dia Nacional da Imprensa. Seu editor, Hipólito José da Costa, preconizou pela liberdade de expressão e difundiu os ideais liberais que foram propulsores da nossa independência, em 1822. 
O Manifesto à Nação foi uma reunião histórica de personalidades da imprensa, que ocorreu na sede do Museu de Comunicação Social HJC, em Porto Alegre, propugnando pela mudança das comemorações do dia 10 de setembro, data do surgimento da Gazeta do Rio do Janeiro (1808), para o dia 1º de junho.
A Gazeta do Rio de Janeiro criada, em 10/09/1808, pelo governo português (Imprensa Régia), representava o poder absolutista e despótico no Brasil Colônia.
A maioria dos profissionais da imprensa não concordava com as comemorações do Dia Nacional da Imprensa, instituído desde Getúlio Vargas, para homenagear esse periódico oficial da Corte portuguesa; um jornal que era o arauto dos interesses lusitanos no Brasil.
O documento oficial, dessa manifestação em prol do Dia 1º junho, foi lido pelo então Presidente da ARI, professor Antonio Gonzalez.
Alguns trechos
“Por justiça à história e responsabilidade ante os fatos comprovados, o Rio Grande do Sul, desde 1972, defende a modificação de datas, transferindo-se os atos para o 1º de junho”.
“A idéia inicialmente defendida pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI) hoje tem reconhecimento de toda a Comunidade Social, eis que a moção apresentada por Raul Quevedo, representante da entidade, mereceu aprovação unânime do 27º congresso Nacional de jornalistas, realizado em Porto Alegre – RS, no início de maio de 1996. Há consenso, a solução é óbvia e evidente: 1º de junho é o Dia da Imprensa, para todos que lutam pela verdade e pela livre expressão do pensamento”.
Porto Alegre, RS, 1º de junho de 1996
Alberto André, Presidente do Conselho Deliberativo da ARI.
Antonio Gonzalez, Presidente Executivo da ARI.
Mário Marques Henrique Filho, Loja Maçônica Província de São Pedro -
Raul Quevedo, Membro Conselheiro da ARI.
Teniza Spinelli, Diretora do Museu de Comunicação Social HJC
Paulo Xavier, Instituto Estadual do Livro
(Pesquisa: Carlos Roberto S. da Costa Leite)