IMPRENSA BRASILEIRA 200 ANOS

DOIS SÉCULOS DO SURGIMENTO DO CORREIO BRAZILIENSE - ASSOCIAÇÃO RIOGRANDENSE DE IMPRENSA - PORTO ALEGRE - RS - ari@ari.org.br - fone (51)3211-1555

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Terra Blog

Arquivo de: Abril 2008, 18

17.04.08

UM POUCO MAIS DE HISTÓRIA - CORREIO - II

*Correio Braziliense

Devido à censura Régia no Brasil, Hipólito José da Costa lançou, em Londres, no dia 1º de junho de 1808, o Correio Braziliense ou Armazém Literário, cujo conteúdo despertou o ódio e o revanchismo dos políticos corruptos e do clero retrógado (Inquisição). O mensário era impresso em português e teve sua circulação proibida, sendo vendido clandestinamente no Brasil e em Portugal. Iniciou, sua circulação, sendo impresso na oficina tipográfica do Sr. W. Lewis, na rua Paternoster – Row. A partir de 1816, passou a ser impresso nas oficinas de L.. Thompson também em Londres. A denominação de Armazém Literário era devido à variedade de temas que apresentava em suas páginas.
Hipólito José da Costa, através do seu periódico, apontou os erros da administração portuguesa no Brasil, lutou pela liberdade de expressão, combateu a nobreza parasitária e a escravidão. Os ideais liberais foram a força motriz do seu jornal e prepararam a geração politicamente responsável pela concretização da nossa independência em setembro de 1822.
As edições variavam de 80 a 140 páginas, sendo que o número de agosto de 1812 circulou com 236 páginas. O mensário circulou, de junho de 1808 a dezembro de 1822, somando 175 edições agrupadas em 29 volumes. O Correio Braziliense possuía as seguintes seções: Política, Comércio e Artes, Literatura e Ciências, e Miscelânea que abrangia Reflexões sobre as novidades do mês e Correspondência. Nas reflexões eram debatidos assuntos relativos ao Brasil. O exemplar avulso no Rio de Janeiro custava a importância de 1.280 réis.
O Correio Braziliense encerrou sua circulação em dezembro de 1822, quando seu editor concluiu que sua missão doutrinária havia terminado. Na edição de número 173, Hipólito José da Costa, anuncia e comenta a Independência do Brasil, acreditando que ocorrera, no dia 03 de junho de 1822, data da convocação da Assembléia Constituinte do Brasil. O Periódico circulou durante 14 anos e meio, mantendo-se sempre fiel aos objetivos para os quais foi criado: lutar pela liberdade de pensamento e combater o despotismo dos poderosos.
(Pesquisa e redação: Carlos Roberto S. da Costa Leite )
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UM POUCO MAIS DE HISTÓRIA - GAZETA - I

* Gazeta do Rio de Janeiro

Com a vinda da Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808, o Príncipe Regente D. João após a abertura dos Portos às Nações Amigas decretou, entre outras medidas, em 13 de maio de 1808, dia do seu aniversário, a criação da Imprensa Régia e nomeou uma junta. Sua função era dirigir a tipografia, examinar os papéis e livros que mandassem publicar, e fiscalizar para que os impressos não fossem de encontro à política lusitana e aos bons princípios morais e religiosos da Igreja.
Instalada a primeira tipografia legal no Brasil, começou a circular, em 10 de setembro de 1808,o primeiro jornal impresso no território brasileiro: a Gazeta do Rio de Janeiro. O periódico era órgão oficial do governo português e bissemanário.
A Nau Meduza era uma das embarcações, que atravessaram o Oceano Atlântico, quando ocorreu a transferência da Corte para a Colônia (1808), fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte. A nau trouxe os primeiros prelos (máquinas de impressão) e 28 caixas de tipos para dar início a toda esta história.
Hipólito José da Costa elogiou o surgimento da imprensa no Brasil, porém, percebendo a forma como a Gazeta do Rio de Janeiro tratava de determinados temas, acabou criticando ferozmente esse periódico no seu Correio Braziliense (1808 -1822) : (...) “ tão boa quantidade de papel em imprimir tão ruim material,que melhor se empregaria se fosse usado para embrulhar manteiga”.
A direção da Gazeta do Rio de Janeiro estava confiada aos oficiais da Secretaria dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, e sua redação era responsabilidade do Frei Tibúrcio José da Rocha. Em 29 de dezembro de 1821, passou a chamar-se Gazeta do Rio. O periódico cessou sua circulação após nossa independência, em 1822. Voltou a circular, em 1823, com a denominação de Diário do Governo. Assim, inaugurou-se a Imprensa áulica no Brasil. (Pesquisa e redação: Carlos Roberto S. da Costa Leite )

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