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A Associação Riograndense de Imprensa está ultimando os preparativos para a Semana da Imprensa que será aberta no dia 1º. de junho próximo. A data coincide com a comemoração dos 200 anos de fundação do Correio Braziliense, em Londres, por Hipólito José da Costa, em 1808. Este periódico, que circulou de forma clandestina no Brasil durante 14 anos, é tido como o primeiro jornal autenticamente brasileiro. Por isso, o ano de 2008 assinala também o bicentenário da imprensa em nosso país. Dia da Imprensa: De como trocaram seis por meia dúzia
Durante seis décadas o Brasil comemorou na data de hoje o Dia da Imprensa, tradição interrompida em 1999 quando o Governo Fernando Henrique Cardoso sancionou Projeto de Lei oportunista e despropositado do Deputado Nelson Marchezan Filho do PSDB gaúcho. Desde então o Dia da Imprensa é comemorado em 1º de junho. A mudança de data decorreu de uma sucessão de equívocos, omissão e má fé das entidades de classe representativas e uma atitude do Congresso no sentido de apostar numa tese “politicamente correta” , as aparências assim o sugeriam. O Dia da Imprensa tinha como referência 10 de setembro, data em que circulara pela primeira vez a “Gazeta do Rio de Janeiro”, primeiro jornal editado no país. Assim foi durante 60 anos. Mas, em 1997 o jornalista Alberto Dines, no seu programa de TV “Observatório da Imprensa” questionou a legitimidade da data, achava mais apropriado 1º de junho, dia em que circulou originalmente o “Correio Braziliense”, periódico editado em Londres por Hipólito da Costa. Foi a senha para que o deputado Nelson Marchezan Filho encampasse uma campanha nesse sentido. A alegação básica para a mudança da data é que A Gazeta era um jornal oficial, com censura prévia, redigido por Frei Tibúrcio (funcionário público), enquanto o Correio Braziliense era um jornal independente, redigido por Hipólito da Costa, um “herói” brasileiro. (...) segue adiante... (http://www.almanaquedacomunicacao.com.br/blog)