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	<title>IMPRENSA BRASILEIRA 200 ANOS</title>
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	<description>DOIS S&#201;CULOS DO SURGIMENTO DO CORREIO BRAZILIENSE
- ASSOCIA&#199;&#195;O RIOGRANDENSE DE IMPRENSA - PORTO ALEGRE - RS  - ari@ari.org.br - fone (51)3211-1555</description>
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		<title>O DEBATE SOBRE O DIA DA IMPRENSA II</title>
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		<dc:date>19.05.08</dc:date>
		<dc:creator>imprensa200</dc:creator>
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		<description>(...)O projeto tramitou sem dificuldades e teve desde o in&#237;cio o apoio da Fenaj e da ANJ. A Fenaj seduziu-se com a tese de derrubar o jornal &#8220;oficialista&#8221; para entronar o jornal &#8220;independente&#8221;. A ANJ, por sua vez, agiu de m&#225; f&#233;. Encampou a tese por conveni&#234;ncia de seu Presidente Paulo Cabral, Diretor do Correio Braziliense dos Di&#225;rios Associados. &#201; claro que a mudan&#231;a de refer&#234;ncia hist&#243;rica promovia indiretamente o seu jornal, valorizava a marca. E assim, sem nenhum contraponto no caminho, FHC sancionou o Decreto Lei n&#250;mero 9831 de 13/09/99, instituindo a nova data. A verdade &#233; que ningu&#233;m discutiu em profundidade o significado da mudan&#231;a, prevaleceu uma suposta atitude &#8220;politicamente correta&#8221; de suposta &#8220;vanguarda&#8221;. Ningu&#233;m se deu ao trabalho de refletir algumas quest&#245;es: 1. Era o Correio Braziliense de fato um jornal independente ? Sabe-se que o seu patr&#227;o era a Ma&#231;onaria e que os recursos para sua sobreviv&#234;ncia vinham dos bastidores do pr&#243;prio Governo de Dom Jo&#227;o VI. Na pr&#225;tica o Correio foi uma alternativa &#224; Gazeta, ambas as linhas editoriais do interesse do Pr&#237;ncipe Regente. 2. Era o Correio Brazliliense um jornal? Circulava com 140 p&#225;ginas em m&#233;dia e sua periodicidade era mensal. Diferente da Gazeta que circulava duas vezes por semana e numa segunda etapa diariamente, como a maioria dos jornais do mundo, naquele tempo. O formato do Correio era mais pr&#243;ximo do livro que do jornal. 3. O conte&#250;do do Correio Brasiliense era apenas opinativo, basicamente um artigo de fundo, destrinchado em t&#243;picos. J&#225; o da Gazeta inclu&#237;a noticias e tamb&#233;m an&#250;ncios. Tinha mesmo a cara de jornal. 4. O suposto &#8220;suborno&#8221; recebido por Hip&#243;lito da Costa, documentado nos arquivos do Itamaraty (O recebimento de dinheiro via o Governo do Maranh&#227;o para despistar) n&#227;o seria um assunto a ser ponderado, tal como foi o &#8220;oficialismo&#8221; da Gazeta ? Em fim, como se v&#234;, trocamos seis por meia d&#250;zia. Se era para valorizar o jornalismo investigativo, livre e independente, a data de refer&#234;ncia da Imprensa deveria ser o da morte de L&#237;bero Badar&#243;, por exemplo. Nossa refer&#234;ncia poderia ser tamb&#233;m a data da surra de Luis Augusto May ou do empastelamento do Di&#225;rio Constitucional de Francisco Gomes Brand&#227;o na Bahia. Ou, quem sabe, datas referenciadas a Frei Caneca, Evaristo da Veiga ou Jo&#227;o Soares Lisboa, dentre outros. Todos exemplos de um jornalismo independente, combativo, s&#237;mbolos do que se espera da verdadeira imprensa. Infelizmente nada pode ser feito para se reverter a situa&#231;&#227;o, apenas o registro e o desabafo para n&#227;o deixar passar batido. (http://www.almanaquedacomunicacao.com.br/blog) </description>
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